
O setor de bioenergia (complexo sucroalcooleiro) lidera o ranking de exportações do agronegócio paulista nos primeiros oito meses de 2026.
Usinas foram responsáveis por 24,2% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$4,29 bilhões.
Deste total, o açúcar representou 94,4% e o etanol, 5,6%, segundo o levantamento da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Outros setores em destaque
Em segundo lugar no ranking vem o setor de carnes com 17,0% das vendas externas do setor, totalizando US$3,02 bilhões, com a carne bovina respondendo por 83,4%.
O complexo soja teve participação de 13,5% do total exportado, registrando US$2,39 bilhões, 81,5% referentes à soja em grãos e 12,9% de farelo de soja.
Produtos florestais representaram 12,3% do valor exportado, com US$2,19 bilhões, com 62,5% de celulose e 30,9% de papel.
Os sucos responderam por 6,9% de participação, somando US$1,22 bilhão, dos quais 95,8% são referentes ao suco de laranja.
Principais destinos
A China segue sendo o principal destino das exportações, com 26,1% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e produtos do setor sucroalcooleiro.
A União Europeia aparece em seguida, com 14,0% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,1%.
No agro nacional
No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,0% de participação, logo atrás de Mato Grosso (19,7%).
Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73,7% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 5,7% de participação na pauta de exportações, somando US$1,00 bilhão, 63,9% referentes ao café verde e 30,8% de café solúvel.
Superávit
O desempenho dos setores fez com que os primeiros oito meses o agronegócio paulista registrasse superávit de US$ 13,83 bilhões.
Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 17,79 bilhões, frente a importações de US$ 3,96 bilhões.
No período, o agro respondeu por 36,6% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,4% do total estadual.

