
A Asplan – Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba acompanhou, nesta quinta-feira (7), a primeira audiência pública no país sobre a PEC 221/2019, realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba, em João Pessoa. A proposta discute a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Durante o encontro, a entidade entregou ao relator da PEC, Leo Prates, um documento apontando preocupações do setor sucroenergético. Segundo a Asplan, a redução da jornada pode elevar em até 10% os custos da mão de obra no campo, além de provocar atrasos operacionais na colheita e no transporte da cana.
Setor defende eventuais mudanças
O vice-presidente da associação, Pedro Campos Neto, destacou que o setor não é contrário ao debate, mas defende que eventuais mudanças considerem as particularidades das atividades sazonais e contínuas da cadeia produtiva.
A audiência reuniu parlamentares, representantes do governo federal, centrais sindicais e entidades empresariais. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o debate precisa ouvir trabalhadores e empregadores. Já o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu que o Brasil está preparado para discutir a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

