
Desde o início da guerra no Irã, o governo federal vem adotando medidas para manter os preços da gasolina e do diesel relativamente estáveis no mercado doméstico, buscando conter os efeitos da alta do petróleo.
Desde a segunda-feira, 14/set, até o momento em que escrevemos este post (quarta-feira, 16/set) os preços do petróleo se mantiveram em torno de US$ 100 por barril, segundo a Veeries.
Impacto nos biocombustíveis
“A contenção dos preços, porém, também gera impactos sobre os biocombustíveis, que, segundo nossas estimativas, deixaram de arrecadar cerca de R$ 10 bilhões”, destaca a Veeries.
Esse valor considera que os preços do etanol poderiam ter sido entre R$ 1,00 e R$ 1,30 por litro mais altos caso a gasolina tivesse acompanhado, no Brasil, a valorização observada no mercado internacional.
O cenário cria um equilíbrio delicado: segurar os preços ajuda a absorver parte do choque externo, mas reduz a competitividade da importação de gasolina e pode afetar investimentos em refino e biocombustíveis.
Crescimento da oferta e dinâmica de preços
Ao mesmo tempo, o crescimento da oferta de etanol de cana e de milho nesta safra ajuda a sustentar a competitividade do setor.
No fim, a dinâmica dos preços dos combustíveis não afeta apenas o consumidor: ela também redistribui impactos ao longo de toda a cadeia de energia e agro.
“É impressionante o quanto o setor de etanol deixou de faturar com essa situação.
Margens e perspectivas poderiam estar bem melhores neste ano cheio de dificuldades para produtores e usinas”, afirma Fabio Meneghin, da Veeries.

